Paradoxo
Às vezes quero te proteger,
Mas procuro... de quê?
És forte... e,
também frágil.
Tão menina!
linda e louca, e obscena...
mas mulher.
E que mulher!
És tu, e teu jeito de ser,
que faz de mim,
O inocente homem que não sou.
Farias 1998
Paradoxo
Às vezes quero te proteger,
Mas procuro... de quê?
És forte... e,
também frágil.
Tão menina!
linda e louca, e obscena...
mas mulher.
E que mulher!
És tu, e teu jeito de ser,
que faz de mim,
O inocente homem que não sou.
Farias 1998
SEGREDO...
Fiz versos de amor para Você sim!
Falei dos momentos sacanas.
Da paixão acalorada,
Só não falei o que falaste,
o teu louco fetiche.
Falei de sentimento,
do amor que existe,
sem pudor ou respeito.
Que importa? Se...
Sempre foi bom desse jeito!
Por ti, e a ti, tudo permitiria.
Mostrar tuas longas pernas,
teu ousado decote...
Usar lingerie provocante,
mas à noite no jantar rasgaria,
feito um louco amante.
Desculpe.
Não falei do teu fetiche,
só dos momentos sacanas.
Farias 2001
Desejos
Teu olhar terno e misterioso
diz algo que não entendo.
E na angustia de ver distante,
faz- me continuar sofrendo.
Tua sensualidade inocente ,
desperta meu coração perverso,
devoro-te, bela sem pecado,
nos meus profanos pensamentos.
Um dia, há de olhar para mim,
feito um punhal cortante,
mas olhe, sem pureza , prefiro,
nem que seja por um instante.
Matará – me a sede dos lábios teus,
e quando o êxtase do prazer passar,
sem a inocência de antes, saciada,
despreza- me ,mais nada.
Farias 2010
À dama negra
A silenciosa dama negra
traz - me doloridas sensações ,
lembrança do passado presente,
das canções, suaves canções.
Do teu cheiro tão diferente,
da serenidade inconstante
e tempestuosos momentos.
Ó noite! Por que existe?
Por que o soberano dia
lentamente não a asfixia?
Afasta tua melancólica brisa
que friamente sopra em mim ?
Ó terrível dama de preto,
amo- te e também odeio.
Odeio-te porque me torturas,
amo-te porque em ti vive...
meus sepultados amores,
desejos irrealizáveis...
os instantes de dores,
Recordo em ti, grande dama,
ela, quando endoidecida,
divinamente linda dizia
numa síntese de tudo,
que não me amava mais.
E eu pálido, Inerte fenecia ...
Ó dia , venha, venha absoluto,
transporta - me a um lugar qualquer.
Sufoca a eterna senhora de luto,
dissolva a imagem dessa mulher.
Os raios dourados surgem,
e por traz das escuras nuvens
o sol aparece impiedoso,
violentamente a incinera ,
com ela as amargas, amáveis lembranças.
Ó dia, por que viestes?
Farias 2000
Não te amo, desejo-te
Beijar - te com meu etílico bafo,
tua virginal boca desenhada...
fazia de mim privilegiado.
Oh! Amada criatura, amada.
Que saudade!
De ter meu mau diagramado eu,
Sobre a perfeita assimetria do teu,
Ambos suspensos do leito,
por uma atmosfera mágica
de prazer e agonia...
Que vontade!
De vê-la desprotegida, linda...
eu, criatura vil , você, cândida...
Sem pudor, sem escrúpulos...
Desejo somente...
com toda as vontades extras.
Instintivamente.
Farias 2000
Sem virtude
ÉS um anjo me tentando.
Às vezes me guarda,
tortura.
Deixa-me livre,
Ora junto a mim.
Coladinha!
Corpos unidos...
Almas unidas,
tudo num só pensar.
Mas tudo...
Brutalmente uno.
Farias. 1998